
o museu é um passeio interessante para adultos e crianças, e conta a história do surgimento da bebida genuinamente brasileira, e da família Telles, que há cinco gerações produz cachaça no Ceará. Funciona num casarão colonial cuja construção foi finalizada em 1851. Lá você também poderá aprender sobre o processo de fabricação artesanal da bebida, passear por entre tonéis de bálsamo e carvalho que guardam a bebida produzida em 1968 e 1971 e conhecer mais de 600 apelidos que a cachaça tem pelo Brasil afora. Chama atenção a passarela em meio a um canavial, onde o visitante escuta antigas cantigas de trabalhadores rurais e o som de suas foices e facões cortando a cana.
Os turistas são levados até lá em busca de diversão e cultura, os quais são proporcionados por diversos ambientes e atrações como a Casa das Bordadeiras; a Bodega do Zé (em homenagem a José Sobreira Leite, idealizador e funcionário da produção por 55 anos); uma mini-fazenda; passeios de jardineira, charrete, bicicleta e pedalinho; o restaurante; a loja de souvenir. A Casa Grande, principal edifício do Museu, é constituída de quatro salas onde estão dispostos quadros explicativos acerca da família Telles, responsável pela produção de cana-de-açúcar na região. Há ainda fotos e objetos antigos e tonéis de cachaça envelhecida. Ao fim da visita ao museu, todos são levados a uma espécie de bar "da época".
História da família Telles
Quando veio de Portugal, em 1843, Dário Telles de Menezes já tinha o propósito de desenvolver as técnicas de destilação no Ceará. Em Maranguape, no ano de 1846, começou a fabricação de cachaça, onde batizou de Ypióca.
No ano de 1895, Dário Borges Telles assume a adimistração do sítio. Foi a partir da segunda geração que o engenho de ferro começou a ser usado, mas os processos manuais ainda eram utilizados.
A terceira geração começa em 1924, com Paulo Campos Telles que desenvolveu técnicas avançadas de engarrafamento e a criação dos tonéis de bálsamo que garante à aguardente maior duração. Nesse período teve início a comercialização da cachaça para outros estados e a exportação, pela primeira vez em 1968, para a Alemanha.
O atual presidente do grupo, Everardo Ferreira Telles, administra desde 1970. Ao investir em novas tecnologias, otimizou a produção tornando a aguardente uma das mais importantes na área de bebida sendo referência no Brasil e em mais de quarenta países.
SERVIÇOS
O Museu da Cachaça funciona das 8:30 às 17:00, de terça a domingo em Maranguape a 25 km de Fortaleza. A entrada custa 8 reais, a inteira, e 4 reais, a meia. Para maiores informações ligue para (85) 3216.8888 (Escritório Central).
Um micro-ônibus faz o transporte diário até o museu, passando pelos hotéis da Beira-Mar a partir de 8h da manhã, cobrando R$20,00 por pessoa, o que inclui o ingresso. Agendamento de transporte: 9111.8758. Outras informações: 85-341.0407.