Museu Oboé de Arte Cearense

Publique artigo Fortaleza

Publique artigo Fortaleza

diretorio Fortaleza

diretorio Fortaleza

RSS FortalezaRSS Fortaleza
Newsletter FortalezaNewsletter
Contact FortalezaContact

Fortaleza

>>

Museus

O Centro Cultural Oboé criou, em caráter permanente, o Museu Oboé de Arte Cearense, cujo acervo mostra mais de 100 anos das artes plásticas do Ceará, em consonância com o Dicionário das Artes Plásticas do Ceará, editado pelo Instituto Cultural Oboé.

O Centro Cultural Oboé está localizado na rua Maria Tomásia, 531, Aldeota, em Fortaleza, Ceará, CEP 60150-170, telefone (85) 264.70.38.

O Museu Oboé de Arte Cearense conta com duas salas permanentes: a Sala Estrigas, de artistas consagrados, e a Sala Heloysa Juaçaba, de artistas contemporâneos:

SALA ESTRIGAS:
# Afonso Lopes (1918 – 2000)
# Aldemir Martins (1922)
# Antônio Bandeira (1922 – 1967)
# Barboza Leite (1920 – 1996)
# Chico da Silva (1922 – 1985)
# Estrigas (1919)
# Hélio Rola (1936)
# Hermógenes Silva (1920 – 1954)
# Inimá de Paula (1918 – 1999)
# Jean-Pierre Chabloz (1910 – 1984)
# José Fernandes (1928)
# José Maria Siqueira (1917 – 1997)
# Mário Baratta (1914 – 1983)
# Nice (1921)
# Otacílio de Azevedo (1896 – 1978)
# R. Kampos (1918 – 1979)
# Raimundo Cela (1890 – 1954)
# Sérvulo Esmeraldo (1929)
# Sinhá D’Amora (1906 – 2002)
# Vicente Leite (1900 – 1941)
# Zenon Barreto (1918 – 2002)

SALA HELOYSA JUAÇABA:
# André Luiz (1953)
# Antunys (1970)
# Barrinha (1961)
# Descartes Gadelha (1943)
# Eduardo Eloy (1955)
# Floriano Teixeira (1923 – 2000)
# Francisco Vidal Júnior (1954)
# Grauben (1889 – 1972)
# Heloysa Juaçaba (1926)
# J. Figueiredo (1911 – 1981)
# J. Pinheiro (1953)
# José Leonilson (1957 – 1993)
# José Mesquita (1948)
# José Tarcísio (1941)
# Luiz Hermano (1954)
# Mano Alencar (1959)
# Marcus Jussier (1943 – 1997)
# Maurício Coutinho (1960)
# Roberto Galvão (1950)
# Sebastião de Paula (1961)
# Sérgio Lima (1946)
# Sérgio Pinheiro (1949)
# Siegbert Franklin (1957)
# Tarcísio Félix (1943)
# Zé Pinto (1925)

MUSEU - “Um museu mostra peças representativas da história da arte, e a história da arte é a própria trajetória das capacidades desenvolvidas pelo homem para sintetizar suas emoções, feitos, crenças, mitos e cultura em uma criação de valores estéticos. Pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, objetos e instalações, tudo isso chamamos arte, e permitem ao homem criar para mostrar ao mundo o seu pensamento, estimular e distrair a si mesmo e aos outros, explorar os sentidos, enfim, comunicar-se.” Newton Freitas, presidente.

A função de um museu não é de guardar peças históricas, mas educar seus visitantes, fomentar a produção contemporânea e alimentar o debate, diz Vicente Todoli, diretor da Tate Modern, galeria londrina. Os museus nasceram da tradição positivista, atrelados à idéia de organização e classificação. Mas a função de um museu contemporâneo não é de apresentar a história da arte, mas histórias da arte. A idéia não é dar ao visitante o esperado, mas justamente surpreendê-lo a fim de possibilitar-lhe ampliar seus conhecimentos, apurar o senso crítico e ultrapassar fronteiras. A arte contemporânea deixaria de existir se insistíssemos no modelo de só apresentar ao público artistas históricos e consagrados. Isso justifica a programação de tantas individuais com nomes praticamente ignorados pelo mercado.

ARTE-EDUCADOR - O arte-educador é o responsável pela organização de visitas em grupos de estudantes ou turmas específicas.

Mirian Celeste Martins, arte-educadora, explica: “Do ponto de vista conceitual, as visitas devem ser organizadas com dois fundamentos: o de mediação, segundo o qual o objetivo é provocar encontros estéticos e não apenas fornecer informações; o segundo é o de rizoma: tudo está conectado, e os próprios alunos devem estar capacitados a realizar essas conexões.”

Ela esclarece: “A idéia básica na atividade do setor de arte-educação é a formação de público. As visitas não podem ser vistas como uma excursão, mas sim como uma expedição, na qual os alunos estejam envolvidos. Eles devem ser provocados a encontros estéticos e capacitados a fazer conexões.”

Mirian Martins conclui que a visita sempre vale a pena: “Sempre há uma contaminação, mesmo que, para alguns, o passeio ou a paquera sejam o fato mais importante no evento. É como um vírus, alguém sempre está sujeito a recebê-lo. Além do mais, mesmo em sala de aula, o rendimento entre os alunos nunca é o mesmo.”

Ana Mae Barbosa, arte-educadora, opina que a arte-educação deve ser encarada como mediação cultural e, por isso, os curadores deveriam trabalhar em conjunto com os arte-educadores.

CURADOR DE ARTE - O curador de arte decide as obras e os artistas que irão participar de uma mostra e, também, o modo como integrarão um contexto artístico, um tema, um sistema de pensamento. Nas últimas duas décadas, o curador de arte passou a representar para uma exposição o mesmo que o diretor de cinema para um filme.

Marcus Lontra, curador, esclarece: “O curador está se tornando uma exigência também nas mostras individuais. Todo artista quer ter um.” Acrescenta ele: “O curador é um mediador gabaritado entre os mecanismos do mercado e a realidade objetiva da produção cultural.” Conclui ele: “O curador é fundamental. No âmbito da arte contemporânea, ele é o grande olho, já que o olho do público não consegue entender.”

Fernando Cocchiaralle, atual curador do Museu de Arte Moderna (MAM), do Rio de Janeiro: “O curador passa a ser uma necessidade quando, por razões históricas, os artistas já não se agrupam em torno de questões plástico-formais comuns. A partir da emergência do contemporâneo, na década de 60, as produções se tornaram mais subjetivas. Alguém tem de agrupar os artistas.”

Ferreira Gullar, crítico de arte, observa sobre o curador de arte: “Conseqüência da sociedade material capitalista que reduz tudo à mercadoria e transforma parte das mostras em espetáculos barulhentos.” Continua ele: “A exposição passou a ser mais importante que a obra de arte e o curador mais que o artista. Se quiser ver espetáculo, vou ao teatro e não a um museu.”

“PERSONAL MARCHAND” - Ajuda quem quer decorar a casa ou adquirir uma obra. Ajuda o cliente a aumentar sua curiosidade sobre obras de arte e dá dicas de mostras, trabalhos e artistas que combinam com o gosto de cada um.

Explica Fátima Alegria: “A primeira coisa que fazemos é entender o gosto do comprador. As obras devem ser escolhidas antes do resto da decoração. Assim, toda a composição do ambiente e a iluminação vão ser pensadas para valorizar o quadro. A maioria dos clientes quer obras decorativas, mas que também sirvam como investimento.”

Complementa Lucrécia Vinhaes: “Quem não é colecionador precisa realmente gostar do que está comprando. Desde que haja harmonia, um ambiente clássico pode comportar uma obra moderna.”

Márcia Barrozo do Amaral observa: “Arte é requinte, não um objeto de decoração. Em um ambiente refinado, a peça estará no lugar certo. Se for um ambiente mais simples, a peça dará um ‘upgrade’ ao local. A arte é instigante, faz pensar. Quanto mais as pessoas conhecem o assunto, mas elas se interessam.”

Laura Marsiaj avalia: “O que é bom em arte combina com qualquer coisa. Um Di Cavalcanti, por exemplo, pode se encaixar perfeitamente em qualquer ambiente, tanto no mais ‘clean’, quanto no mais conservador, dependendo, obviamente, do bom gosto e da harmonia. O que não combina com nenhum ambiente é trabalho ruim. Não se deve ficar preso à combinação de cores entre quadros e estofados. E o importante, além do respeito ao gosto pessoal, é evitar transformar o ambiente em algo que perturbe visualmente.”

Fátima, Lucrécia, Márcia e Laura são “personal marchands” do Rio de Janeiro (RJ).

CULTURA – “É cultural toda experiência da qual saio diferente – e mais rico – do que era antes. Seja o que for, um livro, um filme, uma exposição, estou no mundo da cultura quando isso não apenas me dá prazer (me diverte, me entretém), mas me abre a cabeça, ou para falar mais bonito, amplia o meu mundo emocional, aumenta minha compreensão do mundo em que vivo e, assim, me torna mais livre para escolher meu destino”, esclarece Renato Janine Ribeiro, o qual opina: “O desejável é que uma política de cultura tematize diretamente o enriquecimento do ser humano que a cultura proporciona.”

CULTURA NACIONAL - As décadas de 20, 30, 40 e 50 foram as mais profícuas da cultura brasileira no século XX, e isso inclui as mais diversas disciplinas criativas: artes plásticas, arquitetura, música, literatura, cinema e fotografia, avalia Jorge Schwartz, professor de Literatura da Universidade de São Paulo (USP), curador da mostra “Da Antropofagia a Brasília”, na Fundação Álvares Penteado (FAAP). Schwartz observa: o experimentalismo dos anos 20 passou para um período de politização das artes e da literatura, também período dos grandes autores do Nordeste. As décadas de 40 e 50, continua Schwartz, apresentaram uma tendência internacionalizante das artes brasileiras, iniciada pelo Grupo Ruptura, originador do concretismo. Conclui Schwartz: “A partir dos anos 60, nossa arte se inseriu no movimento de globalização.”

As elites brasileiras, numa postura auto-colonizadora, a qual beira o ridículo, “continuam se maravilhando com qualquer coisa vinda de fora e cultivam um desdém pela produção nacional”, avalia Catherine David, francesa, diretora do “Centro de Arte Contemporânea Witte de With”, de Roterdã, Holanda, curadora da X Documenta de Kassel, de 1997 (Valor, 07.10.2002).

Catherine David considera o “Gurggenheim” de “Mac Donald’s” das artes. Ela explica: “O ‘Guggenheim’ de Bilbao é um museu de quinta categoria e nada tem a ver com o ‘Guggenheim’ de New York, o qual em sua coleção tem algumas jóias, mas não pode ser comparada com a do MoMa. O mais grave: o ‘Guggenheim’ de Bilbao não tem absolutamente nada a ver com a realidade dos bascos, não há qualquer interação com a cultura local.”

“O Brasil só terá um mercado de arte contemporânea de fato quando a sociedade perceber nas artes plásticas um segmento forte e representativo de nossa cultura, como acontece com a música, diz Márcia Forte, Galeria Fortes Vilaça. Ela observa: “Agora todos querem ter um Vik Muniz em casa, mas foi preciso primeiro que ele fosse aceito em New York para depois voltar ao Brasil com o ‘carimbo de qualidade’ internacional.”

“O mercado de modernos passa por um estrangulamento, pois desapareceram as obras importantes dos grandes mestres”, observa Peter Cohn, Dan Galeria, São Paulo, o qual complementa: “Quem comprou, não compra mais, ou vai pagar muito caro. Quando aparece algum Di Cavalcanti ou Tarsila de primeira, é motivo para dar uma festa. Essas obras ficam entesouradas pelas pessoas, como reserva de valor e patrimônio. Prova disso é um bom óleo de Di Cavalcanti (anos 40), que custava US$ 45 mil em 1985 e hoje alcança a casa dos US$ 300 mil.”

“Leonilson, cearense, um dos expoentes da Geração 80, fez sua primeira individual em 1983 e realizou outras seis, a última em 1998. “Ele morreu muito jovem e hoje faltam obras dele no mercado, que são disputadas”, avalia Thomas Cohn, o qual complementa: “Isso significa que devem se valorizar ainda mais. Há 20 anos, quando Leonilson foi lançado, um trabalho seu era vendido por cerca de US$ 2,5 mil contra os US$ 30 mil dos preços correntes.”

NACIONAL ESTRANGEIRO – A constituição do “nacional estrangeiro”, envolvendo a dialética do local e do universal, representa a possibilidade de pensar a cultura brasileira. O “nacional estrangeiro” não foi uma novidade modernista, pois já se encontrava estruturado. Na literatura, estava articulado no romantismo de Gonçalves Dias ou de José de Alencar, dentre outros. A vida intelectual e artística brasileira dificilmente pode ser compreendida sem a figura do estrangeiro, a partir da Missão Francesa de 1816 e os relatos dos viajantes oitocentistas. A Semana de Arte Moderna, de 1922, não deve ser vista como evento singular e isolado. Essa iniciativa deve ser focada numa perspectiva de continuidade com os usos e os costumes do mercado de arte em funcionamento na cidade de São Paulo, pondera Sergio Miceli, autor de “Nacional estrangeiro”.
661 7 5
Jericoacoara ou Jeri «

Jericoacoara é uma praia do litoral do Ceara, no nordeste do Brasil. Segundo um artigo publicado no jornal americano Washington Post Magazine em 1994, a praia de Jericoacoara é considerada como uma das dez praias mais belas do mundo.
» Museu da Cachaça

O Museu da Cachaça, localizado em Maranguape, a 25 km de Fortaleza, atrai mensalmente cerca de 5 mil pessoas dos mais diversos locais. Em períodos de alta estação, esse número chega a atingir os 12 mil visitantes.
museu
oboe
cearense
arte

Publicidade Fortaleza


Publicar um comentário


Nome
Email
Codigo: ssws9184

Ache o que esta procurando


www.fortalezao.com 2008-2010